O senhor que se seguiu…

Às vezes andamos meses sem lermos literatura.
Ou porque não temos paciência, ou porque quando chegamos a casa só queremos descanso e não ligar o computador, ou porque temos outras coisas com que ocupar a cabeça, ou, simplesmente, porque não.
Mas aquele desassossego introduzido pelo renascimento do gosto pela leitura fez-me voltar aos passeios à hora do almoço pela fnac.
E o que encontrei depois?

António Zambujal. Cafuné.

Primeiro:o Pedro adora o escritor. Eu só o conheci, enquanto escritor, através dele e lembrei-me por que não oferecer-lhe o livro. O livro é novo, fresquinho-fresquinho, acabado de sair.
Segundo: Lá cheguei eu com o livro a casa e ofereci-lho. O entusiasmo foi tanto que percebi que afinal tinha comprado o livro para mim e não para ele.
Terceiro: E como eu não recuso presentes de ninguém, nem de mim própria, comecei a ler o livro que-comprei-para-ele-e-que-afinal-foi-para-mim!

O livro é sobre o secretário da amiga da aia da rainha, rainha essa D. Carlota Joaquina, aquela que chegou careca ao Brasil após a peste de piolhos a bordo do barco em que a corte portuguesa fugiu para o Brasil, antes dos franceses se aportarem em Lisboa. Essa mesma!
Bom, não avanço sobre a história, porque essa pertence apenas para situar temporal e espacialmente este texto ficcional, mas a estória é mesmo sobre esse rapaz, o secretário-da-amiga-da-aia-da-rainha, como diz na capa do livro (no spoilers)!

O livro é ao jeito do António Zambujal: livre, corrido, envolvente e cheio de sentido de humor. É o que é e não pretende ser outra coisa.

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